top of page
whatsapp-logo-icone.png

publicidade

OPINIÃO: Mercado não rejeita programa de Guedes, rejeita o socorro ao povo

Ninguém deveria comemorar a reação do mercado contra o furo do teto, hoje o teto é um impeditivo para o crescimento do país.

Após sinalização da equipe econômica, a favor do drible do teto de gastos, o mercado reagiu com a disparada do Dólar e queda da bolsa.

Para falarmos disso, é prudente que não sejamos inocentes, parte da reação do mercado pode ser interpretada não contra o benefício em si, mas sim, contra os ganhos eleitorais que um projeto desses pode proporcionar ao, cambaleante, governo Bolsonaro. Está claro que o mercado percebeu o engano de ter elegido uma pessoa que se não é insano, beira a insanidade. Mas não podemos ignorar o histórico do tal "Mercado".


Historicamente o mercado é contra o desenvolvimento do país, a escolha entre desenvolvimento para um salto futuro e o lucro nosso de cada dia, para o mercado, é tão simples quanto escolher entre ir trabalhar nu, ou vestido. A reação do mercado é contra o aumento da dignidade das pessoas pobres. Eduardo Suplicy luta há anos para implementar o que se convencionou chamar de renda básica de cidadania, uma renda mínima que permita a todos os cidadãos coisas básicas como morar e se alimentar, sem maiores ofensas à sua dignidade humana, mas pelo mercado, é um louco que deseja, veja só, acabar com a miséria.


Para falarmos de um valor assim, estamos falando de um valor próximo ou igual a um salário-mínimo, para pelo menos metade da população ou das famílias, afinal, não se realiza grandes mudanças sem grandes investimentos. Essa é uma mudança de mentalidade que nós, enquanto sociedade, precisaremos enfrentar com todos os ônus e bônus que isso possa trazer. Inclusive em momento como esses, não ceder a falácia do populismo. Com a inflação dos alimentos, turbinar benefícios sociais não é populismo — mesmo que a intenção possa ser populista —, nesse momento, turbinar os benefícios sociais é essencial.


Nós, identificados e engajados na defesa dos direitos humanos, não podemos vibrar com as reações do mercado financeiro, acreditando que quando a proposta partir de forças opostas a esse governo, a aceitação será maior. Porque não, não será.


O mercado financeiro sempre será contra esse tipo de alteração porque, racionalmente falando, o esp