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Fim de ano mais caro: 5ª alta consecutiva da Selic deve encarecer fim de ano das famílias

Triplicou: De 2,00% a 6,25% a.a. em apenas 8 meses; BACEN alerta para um novo aumento já na próxima reunião, do COPOM, prevista para outubro.

5ª alta seguida triplica taxa Selic em apenas 8 meses e efeitos já são sentidosReprodução Google

Desde que o Banco Central do Brasil recebeu sua independência, a taxa de juros foi revista, sempre para cima, cinco vezes consecutivas pelo COPOM (Conselho de Políticas Monetárias).


Em fevereiro desse ano, antes da assinatura da LCP 179, a taxa de juros básica, a Selic, estava fixada desde agosto de 2020 em um patamar de 2,00%, uma taxa em linha, ou só um pouco maior que as melhores práticas mundiais como os juros praticados nos EUA e na União Europeia, justamente para incentivar a retomada econômica através, não só da alavancagem do consumo, como também para que as empresas possam investir e reabrir postos de trabalho que absorvam os quase 15 milhões de brasileiros em situação de desemprego.


Porém, após receber carta branca do governo Bolsonaro, o Banco Central do Brasil, presidido por Roberto Campos Neto, com 19 anos de carreira no Banco Santander, aumentou os juros em 212,5%. Passando dos 2,00%, que vinha desde o ano passado, para 6,25%.


Os efeitos objetivos, dessa suposta tentativa do Banco Central em combater a inflação, são o encarecimento do crédito, o aumento da dívida pública, deixando a rolagem da dívida mais cara — A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação de Custódia) é o principal índice de rendimento dos títulos públicos. A medida também beneficia o setor bancário que, em posse dos títulos públicos, melhoram o rendimento de seus fundos de investimento.


A medida gera preocupação porque último trimestre do ano é conhecido pelo aquecimento no mercado de crédito corporativo, já que empresas recorrem a empréstimos para reforçar os estoques, antecipar recebíveis, pagar 13º, investir em campanhas de final de ano etc. Com a taxa básica mais alta os bancos se enchem de argumentos para repassarem esse aumento ao tomador e, indiretamente, acentuarem seus spreads / lucros bancários.


Para a população geral o resultado é um aumento de custos não apenas nos produtos financeiros, como o financiamento do imóvel — que até então já havia subido 20% e deve subir ainda mais —, como também o inevitável encarecimento de itens de consumo, pois os custos financeiros de uma empresa compõem a precificação de seus produtos e serviços.

Empresas devem repassar ao consumidor aumentos que devem ter com custos financeiros | Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

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