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Autonomia do banco central criou inflação superior aos combustíveis

Com 168% de reajuste na Selic em apenas 5 meses, independência do BC foi de “bala de prata” a “tiro no pé” do bolsonarismo. Entenda...

Após sua independência banco central quase triplicou taxa Selic e hoje é mais um peso na inflação recorde | Sede administrativa Banco Central do Brasil - Brasília - DF. | Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Se alguém me perguntasse, em 2020, se o governo Bolsonaro tinha cometido algum acerto na economia eu responderia sem pestanejar: “Cometeu apenas um acerto, a redução drástica da taxa Selic”. A Taxa Selic é a taxa de juros básica, no limite da simplificação é o custo do dinheiro, quanto mais baixa a taxa Selic, mais barato é a captação de crédito no mercado, a taxa é a referência para remunerar todos os tipos de produtos financeiros, como crédito para capital de giro, crédito imobiliário, crédito pessoal etc.


Em agosto de 2020 a taxa chegou ao menor patamar histórico (2,00% a.a.) e essa mínima histórica persistiu até o início do ano, porém, de março até agosto deste ano a taxa Selic cresceu 162%, passando para 5,25% a.a., mas com a escalada da inflação analistas apostam que o Comitê de Política Monetária (COPOM) pode elevar para até 9% a Selic até o final do ano.


Para as contas públicas esses aumentos de juros são muito prejudiciais, cada 1% acrescentado à taxa Selic, aumenta a dívida pública em mais de R$ 30 bilhões e apenas de fevereiro a julho o Banco Central aumentou a Dívida Pública Federal (DPF) com taxa flutuante, em mais de R$ 100 bilhões, passando de R$ 1,81 trilhão em fevereiro de 2021, para R$ 1,92 trilhão em julho de 2021.


É como se você comprasse uma moto com R$ 18 mil, pagasse 3 parcelas e sua dívida subisse para R$ 19 mil, porque em 5 meses os juros de 2% mais que dobrou. A diferença é que com o aumento da Selic, você paga mais, mas não fica com a moto, esses R$ 100 bilhões a mais para pagar a dívida pública saem dos bolsos do contribuinte, esse dinheiro terá de sair de políticas públicas e de eventuais investimentos, tão necessários em períodos de recomposição econômica.