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Alemanha anuncia lockdown até junho

Entenda porque a Alemanha com 9% das mortes diárias, por COVID-19, em relação ao Brasil, está decretando lockdown.

Postdamer Platz, uma das praças mais movimentadas do centro de Berlim , fica vazia por conta do lockdown que o país enfrenta. | Foto: reprodução UOL/Reuters

A maior potência econômica Europeia, a Alemanha (Angela Merkel - CDU), país com mais de 83 milhões de habitantes, deve permanecer com medidas restritivas por todo o mês de maio.


O motivo seria uma dificuldade que o país tem encontrado em combater e reduzir a taxa de transmissão da doença, que tem se espalhado com mais facilidade, graças a variante "B117", britânica, que tem como uma de suas principais características, a maior facilidade de contágio, tal qual a variante brasileira "P1".


A situação na Alemanha é gravíssima, mas não chega nem perto do Brasil (Jair Bolsonaro - s/ partido). Lá a média móvel está variando na casa das 230 mortes diárias, para se ter uma ideia, proporcionalmente, seria como se o Brasil, com 211 milhões de habitantes, tivesse 585 mortes por dia, mas atualmente morrem no Brasil quase 427% mais que isso; em torno de 2.500 pessoas todos os dias, praticamente 100 mil óbitos registrados somente em abril. Só o estado de São Paulo (João Dória - PSDB), com 44 milhões de habitantes, chegou a registrar média móvel de mais de 1.000 óbitos diários. Proporcionalmente, equivaleria a Alemanha e seus 83 milhões de habitantes registrarem 1.887 mortes todos os dias; Mas não foi isso que aconteceu, com 8 vezes menos mortes do que isso o estado de São Paulo, a maior economia europeia e a 4ª maior economia Global já avisou que permanece por pelo menos mais 30 dias.

Mortes por 100 mil, calculados com os óbitos até dia 25 de abril. * Acidade de São Paulo tem uma peculiaridade nas contas, tem ao todo mais de 8 mil mortes estocadas como óbitos suspeitos - Mais de 1.500 só nos últimos 60 dias - , não contabilizadas nas constas oficiais. O número de óbitos pode chegar a 37 mil e 307 mortes por 100 mil habitantes, 312% maior que o índice Alemão.

Com uma situação tão melhor que a do Brasil, por que fechar a Alemanha?


Os grandes cérebros de países de todo o mundo já perceberam que o Coronavírus não passa, ele não dá moleza, com um tamanho até 200 vezes menor que um espermatozoide humano, ou até 5 vezes menor que o vírus HIV, ele consegue flutuar no ar e acessar o organismo da vítima por qualquer mucosa viva como boca, trato respiratório e olhos, por exemplo. Ao encontrar células expostas o vírus invade essas células, se multiplica em uma velocidade assustadora dentro das células invadidas. Conforme o vírus se multiplica, ele destrói as células usadas na multiplicação e avançam invadindo, se multiplicando e destruindo outras células em velocidades cada vez maiores. Conforme o vírus se espalha pelo corpo, passa a ser expelido pela respiração e fala daquela pessoa recém infectada, fazendo com que ele infecte inúmeras outras pessoas antes de matar seu hospedeiro.


Com tamanha facilidade de transmissão, países de todo o mundo já entenderam que não basta esforços para "controlar" a circulação do vírus, porque um vírus que se espalha como o cheiro, não pode ser "controlado". Logo, países como China, Nova Zelândia, Vietnã, Austrália e tantos outros já usaram com sucesso o método de restrição de circulação rígida e conseguiram acabar com a circulação local do vírus. Ao passo que outros países que utilizaram pequenos períodos de fechamento para "controlar" a doença, como Espanha, Itália, França e Reino Unido e EUA, tiveram uma pequena redução, mas foram atingidos fortemente por uma 2ª onda muito maior que a primeira, devido as variantes que continuaram evoluindo enquanto circularam coletando informações genéticas de milhões de pessoas, chegando a mutações graves como a P1 brasileira, B117 britânica e 501.Y.V2 sul-africana.


No Brasil, o presidente Bolsonaro segue ignorando os riscos da pandemia, agindo como uma espécie de espantalho maior, dando sombra para políticos regionais que reagem a pandemia tão mal quanto o próprio presidente, como é o caso da prefeito Bruno Covas a frente da prefeitura de São Paulo, cuja a atuação em relação a transparência dos números foi denunciada pela Dossiê etc essa semana: "Dados revelam "estoque" de óbitos em São Paulo"


Após a publicação da matéria com a denúncia a respeito da contagem de óbitos em São Paulo, a coluna da jornalista Mônica Bergamo divulgou que a "Prefeitura de São Paulo espera terceira onda e já autoriza compra de kit intubação". demonstrando claramente que a prefeitura de São Paulo anda na contramão do mundo, mantendo a cidade aberta mesmo sabendo que uma 3ª onda está a caminho e que de 50% a 80% de todas as pessoas que usarem esses kits de intubação, irão morrer. Uma verdadeira omissão dolosa.