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O espantalho maior

Brasil escorrega na política, apego ao cargo e aos votos fala mais alto e governantes se nivelam por baixo.

Foto: Carolina Antunes/PR - Bolsonaro indica hidroxicloroquina

Parafraseando a teoria do Tolo Maior, esse segundo editorial da Dossiê etc vem falar de um assunto que pode ser descrito como cortina de fumaça, distração, ou até, para os publicitários e mágicos que nos leem, misdirection. Com termos mais sofisticados e outros mais explícitos o sentido geral disso é o mesmo, chamar a atenção para algo menos relevante enquanto a mágica acontece na outra mão.


Direto ao ponto:


O Brasil não está prestes a entrar em caos, o Brasil já vive o caos, mesmo que muitos insistam a ignorar essa situação. Em São Paulo as ruas, principalmente nas regiões centrais se enchem de pessoas desempregadas, inquilinos despejados, pais, mães, filhos. Enquanto esse editorial fala disso, pode ser que seu coração se encha de raiva daquele que tem sido chamado, por milhares de pessoas nas redes sociais, de genocida. Porém, falar do presidente Jair Bolsonaro, agora, beira a irrelevância. Isolado e limitado aos seus recorrentes discursos pirotécnicos, já se espera que nada surja de positivo. Não vindo dali.


À nossa volta o que está acontecendo é estarrecedor e, agora, erroneamente, você pode achar que a referência é em relação às atividades populacionais. Jovens sendo jovens (criminosos) ocupam as areias das praias e as festas clandestinas, no melhor estilo "Nutella", inconsequente e inútil de ser rebelde. Mas isso também é óbvio demais para ser abordado, precisamos falar é de quem tem a chave das cidades, as pessoas responsáveis por olhar de perto e tomar atitudes localizadas em medida muito mais proporcional à situação vivida regionalmente.


É claro que Bolsonaro tem grande responsabilidade, porque para além de todas as inaptidões imagináveis, ele ainda faz propaganda contra o uso de máscaras, contra a vacinação, contra a ciência, contra o distanciamento, contra o bom senso, contra a natureza, contra a vida e a favor de medicamentos ineficazes para a doença que se apresenta... tratar disso é como chover no molhado. Se não se pode contar com o presidente, é urgente que voltemos nossas atenções para os estados e municípios. É chegada a hora de separar os governantes responsáveis daqueles que tratam vidas da forma como contam votos.


O estado de São Paulo, governado pelo “trabalhador” João Dória, assiste calado e desinformado, sua população morrer em ritmo acelerado, uma necropolítica de fazer inveja em qualquer bolsonarista fanático. (Bolso)Dória já permitiu que morresse em seu estado 77 mil pessoas, ou 175 pessoas por cada 100 mil habitante,