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Retrospectiva da cultura pop internacional

Veja o que rolou de mais marcante na cultura pop internacional em 2021.

Homem Aranha: Sem Volta para Casa (Jon Watts, 2021)

Fim do ócio. Ontem a Dossiê voltou ao ar, oficialmente, com a coluna "Tribunal das Artes Incorretas: 'Aqui ninguém os aguenta mais'" escrita pela advogada Marina Frederico, depois de um pequeno período de descanso no início do ano. Coisa de portal independente. Agora que voltamos, que tal começarmos um pouco diferente?! Dizem que não cobrimos como deveríamos a cultura internacional, uma verdade, já que o foco do portal é nacional. Mas, para não dizerem que estamos alheios ao mundo, voltamos com uma pequena “retrô” sobre o cenário internacional em 2021. E se quiser saber tudo que cobrimos sobre a cultura, você encontra aqui.


O Brasil passa por um momento delicado no setor cultural, desde a transição do governo em 2018 e com a Pandemia em 2020, o setor cultural foi um dos mais afetados, mas em 2021, com a vacinação avançando em todos os cantos do Brasil, os eventos culturais voltaram acontecer, agora com público. Feiras de artes retomaram, galerias, cinemas e teatros também começaram a reabrir suas portas nos lembrando do quanto valorosa a cultura da vida real pode ser.


Lá fora, o Oscar aconteceu presencialmente, o Met Gala teve seu tradicional desfile no tapete vermelho, o fim da Era Trump também gerou um alívio e a cerimônia de posse presidencial dos Estados Unidos em janeiro, parecia muito diferente dos anos anteriores, por uma porção de motivos, primeiro porque todos usavam máscaras, o desfile cerimonial foi cancelado, o concerto de inauguração repleto de estrelas foi realizado virtualmente e Donald Trump não apareceu. No mesmo evento, muitas estrelas compareceram para assistir pessoalmente, além de Joe Biden, sua vice-presidente Kamala Harris e até a estrela pop Lady Gaga, Amanda Gorman, a poetisa mais jovem já convidada a declamar em uma posse presidencial nos EUA, foi quem cativou o mundo lendo “The Hill We Climb” (A Colina que Subimos), com certeza um dos momentos mais marcantes do ano.

Amanda Gorman, a poetisa mais jovem já convidada a declamar em uma posse presidencial nos EUA | Foto: Reprodução
Ator Elliot Page na capa da revista TIME

O ano foi marcado com o, justo, aumento da visibilidade transexualidade e um reconhecimento contínuo da injustiça racial. Elliot Page (Juno), tornou-se o primeiro transgênero a aparecer na capa da revista “Time”; no mundo da música, Britney Spears foi um dos assuntos mais comentados ao longo do ano, não por conta de um álbum novo, mas sim por conta da tutela do pai, Jamie Spears, sobre a cantora, que foi questionado na justiça. O movimento #FreeBritney foi um dos maiores de 2021, o fim da saga chegou em novembro, quando um juiz de Los Angeles encerrou o acordo legal que já durava 13 anos.


Ainda no setor musical, Lil Nas X foi um dos nomes mais comentados do ano, mas ao contrário da nossa loira Britney, Lil soltou um álbum novinho, emplacou canções ao longo do ano e ainda lançou o “Tênis do Satanás” que continha um pentagrama de bronze, uma cruz invertida e uma gota de sangue humano real. Os Nike Air Max 97, modificados, foram o resultado de uma colaboração entre o músico e o coletivo de arte MSCHF de Nova York, a dupla criou 666 pares que obviamente foram todos vendidos.


O cinema, como é natural, ano após ano faz história, Chloé Zhao tornou-se a primeira mulher de descendência asiática a ganhar o prêmio de Melhor Direção no Oscar, por seu trabalho Nomadland que também levou a estatueta de Melhor Filme. Ela foi a segunda mulher a receber o prêmio de direção, a primeira foi Kathryn Bigelow por “Guerra ao Terror”, em 2010.

Os cinemas voltando abrir as portas, os chamados “arrasta quarteirões” foram lançados “Homem-Aranha – Sem Volta Pra Casa” foi a maior bilheteria do ano e a maior, também no Brasil; os maiores festivais de cinema também voltaram a sua forma presencial, em Cannes, a segunda mulher na história levou a Palma de Ouro, o nome dela é Julia Docurnau e seu “Titane”.

Nomadland (Chloé Zhao, 2020) - Filme vencedor do Oscar de Melhor filme e Melhor Direção. | Em cena: Fern (Frances McDormand)

A Princesa Diana que nos deixou em 1999, em um acidente de carro, voltou a ser assunto em 2021. A quarta temporada de The Crown ganhou absolutamente todos os prêmios principais na cerimônia do Emmy em setembro. A série mostrou como a relação de Diana e a família real era complicada. Ainda na crista da onda, uma entrevista explosiva de Harry e Meghan para Oprah, provocou novas comparações entre a Duquesa de Sussex e sua falecida sogra. Já no Festival de Veneza, o filme “Spencer” foi lançado em meio a aclamação da crítica pela atuação de Kristen Stewart no papel principal.


Tom Daley acabou por tornar o tricô pop de novo, ao viralizar tricotando entre uma apresentação e outra.

As Olimpíadas aconteceram, com um ano de atraso por conta da Covid-19, mas aconteceu. Na cerimônia de abertura, o estádio vazio contrastou com uma abertura marcada por tecnologias de ponta, como já é de se esperar de um país como o Japão, mas marcado, também, por conta do vestido arco-íris com babados do estilista de Tóquio, Tomo Koizumi, feito de dezenas de camadas de organza reciclada e usado pela cantora japonesa Misia, para apresentar o hino nacional de seu país, “Kimigayo” e claro, jamais esqueceremos de Tom Daley, o atleta britânico de saltos ornamentais, o medalhista de ouro do salto sincronizado, que começou a tricotar em março de 2020 para passar pelo lockdown e conquistou corações quando surgiu em uma foto tricotando na arquibancada do ginásio – o que mais tarde acabou por ser um suéter de cachorro, o atleta “hypou” o tricô.

Cantora Misia vestindo um belo vestido desenhado por Tomo Koizumi | Foto: Reprodução

O mundo perdeu muita gente talentosa, muita gente que era para estar entre nós destilando seu talento, dentre eles Paulo Gustavo, Eva Wilma, Marilia Mendonça, Gilberto Braga, Betty White, Jean-Marc Valee, Paulo José, Tarcísio Meira, Nicete Bruno entre tantos outro, fica a nossa solidariedade a todas as famílias e fãs.


O que passou, passou e, de alguma forma, o ano de 2021 ficará marcado em nossas memórias, vamos em frente. Juntem-se a nós para se informar com tudo de mais importante que houver para saber em 2022. Bom ano a todes!

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