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O que esperar nas eleições de 2022

OPINIÃO: Um belo momento para reverter antigos comportamentos eleitorais


A realidade brasileira está permeada por aspectos políticos, religiosos e científicos, com todos eles misturados a ponto de gerar um entrave não só nessas áreas, mas também dentro de outras como educação e economia, deixando o país num verdadeiro turbilhão onde todos são chacoalhados, sobrando as maiores turbulências e trancos aos mais sofridos e vulneráveis.


A Internet, esse ser com vida própria e sem controle, tem sido o canal número um para informar com responsabilidade e zelo, tendo em contrapartida os demais usuários da rede que insistem, por interesse ou rebeldia, na distorção de fatos, na propagação de erros e na incitação da discórdia e do ódio.


É inacreditável que diante do derrame assombroso de notícias falsas por parte do próprio governo, nada ainda tenha acontecido no sentido de punir com o rigor da lei, esses que insistem em colocar de ponta cabeça um país que a todo instante é arrancado dos trilhos. Interesses, gostos pessoais, desinformação, trapalhadas e descaso seguem leves e soltos nas mãos de algozes que ainda circulam livremente não só pelas ruas, mas também dentro de igrejas, nos gabinetes públicos e, mais perigoso ainda, dentro da própria ciência.


Todos os esforços médicos na conduta de uma pandemia que assola o mundo e dá uma surra no Brasil, são rechaçados pelo próprio presidente da república, um homem desprovido de conhecimento e cultura, mas que insiste em atacar condutas sérias e importantes no controle da doença, agindo como um embriagado pelo poder, negando a eficiência das vacinas e, ao mesmo tempo, garantindo por lei um sigilo de 100 anos à sua carteira de vacinação. Uma incoerência tão real quanto sua falsidade e hipocrisia, deixando claro que aquilo que nega ao povo não será negado a ele, como a vacina, que ele prefere esconder ter recebido.


Igrejas dotadas de comportamentos estranhos, que pregam de acordo com suas interpretações rasas, mornas e hipócritas, se agarram a personagens políticos como Bolsonaro no intuito de seguir enganando, confundindo e ludibriando fiéis, inclusive na escolha de candidatos. Duvido que fossem capazes de entender e revelar a besta, citada nas escrituras, que viria como um poder político religioso. Isso eles tiram da pauta, lógico.


Há que se pensar sobre o que mais está na programação desses disseminadores de ódio e mentiras, principalmente agora em que os próprios falsos conservadores e falsos profetas já se conscientizam que o próximo presidente virá desbancando candidatos no primeiro turno, ao que tudo indica.


Quanto ao povo, veremos que alcance terá em entender e separar mentiras de verdades, quem sabe certeiros em suas escolhas nas urnas, baseadas na armadilha em que o país caiu.

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