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O Falcão e o Soldado Invernal (2021)

O Universo Marvel (MCA) continua em expansão, a dupla Falcão e o Soldado Invernal é entretenimento de qualidade pra quem adora longas cenas de ação.


O ano de 2020 foi um desastre, todos já sabemos disso, esse vírus mudou tudo e para nós, amantes da sétima arte, a coisa ficou feia. Os cinemas fecharam, algumas pequenas produtoras faliram e nem mesmo a Disney, a gigante, ficou fora. Claro que a maior produtora do cinema do mundo não iria sair no prejuízo, foi uma longa campanha de divulgação do Disney+, com todo o conteúdo da já consagrada Disney, mais as animações da Pixar, toda a franquia Star Wars e claro, todo o conteúdo da Marvel — que também pertence a Disney —, ou seja, todos os filmes de super heróis.


Lógico que isso não seria o suficiente, foi então que a Disney resolveu transformar os filmes de heróis em minisséries e para surpresa de absolutamente ninguém, deu certo.


O que você precisa saber antes de qualquer coisa é, essas minisséries da Marvel + Disney+ são continuações diretas dos filmes anteriores. Sabemos que a Marvel encerrou uma jornada com Vingadores: Ultimado e essas séries são derivados de lá, foi assim com Wanda Vision (2021) e foi assim com Falcão e o Soldado Invernal (2021).


O primeiro episódio começa exatamente onde o filme Vingadores: Ultimato terminou, com Sam Wilson, o Falcão, entregando o escudo que recebeu do falecido Capitão América para o governo dos Estados Unidos e o mundo se recuperando, cinco anos depois de Thanos estalar os dedos e fazer sumir metade do universo como consequência disso, vemos a ascensão de um novo Capitão América e do grupo chamado Apátridas, que acredita em “um só mundo e um só povo”, já que muitas fronteiras caíram quando o planeta se viu com a população reduzida. Em suma, é um grupo de adolescentes que tomaram um super soro e que agora têm uma super força, algo relativamente parecido com as habilidades de Bucky, o soldado invernal, só que sem o mesmo treinamento, a força não tem muito potencial.


O primeiro episódio causa uma impressão positiva, com longas cenas de ação, inclusive algumas delas aéreas – já que é um Falcão que está lutando – e com personagens já conhecidos do grande público, tudo flui como um divertido jogo de corrida, luta e pancadaria. No decorrer dos outros episódios – foram 6 no total – tudo parece um longo filme de ação que dura pouco menos de seis horas. Se o objetivo da Marvel é expandir o seu próprio universo, eles estão no caminho certo.



O elenco cumpriu com a tarefa, Anthony Mackie tem todo um carisma, soube continuar compondo seu personagem como manda a cartilha, sabe dar a seriedade que o personagem necessita como também tem seu lado cômico. Sebastian Stan continua com todo seu ar de seriedade, afinal o Sodado Invernal era um soldado feito sob medida para matar, logo o ator quase não sorria, aliás, toda a trama da minissérie gira em torno do mundo do Soldado Invernal, com o soro, enfrentando seu passado em sessões de terapia e o Barão Zemo, que mais uma vez, foi interpretado por Daniel Brühl, com seu sarcasmo estampado na cara, em resumo, é um bom elenco, em um filme de ação, não dá pra exigir muito deles.


O mais importante da minissérie é o Capitão América, já que Steve Rogers morreu, os Estados Unidos precisam de um novo capitão para defender a terra da liberdade. Como o país e o mundo reagem a um Capitão América afro-americano, especialmente quando vemos a construção de cenários de guerra sobre pilares do racismo estrutural?


O universo MCU (Universo Cinematográfico Marvel) agora continua em expansão, O Falcão e o Soldado Invernal conseguem tranquilamente atingir eu objetivo, um enredo relativamente atraente, com empolgantes cenas de ação, apresentando alguns personagens novos que, sem sombra de dúvidas, irão aparecer em algum momento no futuro em alguma outra minissérie. É um ótimo passatempo, é o exemplo perfeito que não precisamos de tanto para nos divertimos em casa.

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