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MIX Brasil: Confira tudo que rolou no festival

Chegou ao fim a 29ª edição dovmaior festival de Cultura LGTQIA+ do Brasil. A gente te conta tudo o que aconteceu

Prêmio Ícone Mix 2021: Ney Matogrosso | Foto: Daniel Ramalho / Divulgação

por Cleber Eldridge, portal Dossiê etc


O Festival Mix é um programa cultural para celebrar a arte e a cultura LGBTQIA+. A primeira edição do festival aconteceu em 1993, atualmente o festival é coordenado e dirigido por André Fischer e acontece anualmente na cidade de São Paulo, no mês de novembro, focado exclusivamente na diversidade, o festival tem como principais atrações cinema, literatura, música, teatro e oficiais culturais, todos em eventos espalhados por São Paulo. O festival tem como patrocinadores a Prefeitura e o Governo de São Paulo e Itaú, apoio cultural do Sesc, parceria com o TikTok e parceiro de comunidade o aplicativo de encontros Scruff.

O festival ainda não é muito conhecido pela massa, os frequentadores são sempre aquela galera que gosta de cinema, que adora assistir um título antes de todo mundo e para os leitores mais assíduos e frequentadores de teatro, eu mesmo só fui descobrir o festival em 2017, não me recordo como, fiquei sabendo que haveria uma única sessão do filme Me Chame Pelo Seu Nome (Luca Guadagnino, 2017) – quando cheguei para então assistir ao filme, uma fila quilométrica se formará na Rua Augusta, todos os eventos do festival são gratuitos, com retirada do ingresso para as atrações com uma hora de antecedência, embora esse ano, exclusivamente, por conta da pandemia, o CineSesc distribuiu os ingressos com uma dia de antecedência, ou seja, as sessões ficam disputadíssimas, ainda mais as sessões com filmes “badalados”.



O Mix chegou em 2021 à sua 29ª edição, anualmente o festival entrega o Coelho de Ouro, um prêmio criado para celebrar o que houve de melhor em todas as áreas que o festival explora, no cinema, a competitiva é dividida em grupos: curtas-metragens, longa-metragem Brasil e panorama internacional, na entrada de cada sessão, eles entregam uma cédula para que, ao final de cada filme, você possa dar a sua nota, ou seja, os premiados são escolhidos exclusivamente pelo público que assiste à obra.

Os curadores nunca decepcionam, dentre as obras selecionados para exibição estão sempre muitas coisas boas, desde o Show do Gongo, esse ano com a maravilhosa Marisa Orth, até os tributos. Ney Matogrosso foi o escolhido da vez. Os filmes então, nem se fala, alguns dos que causaram esse ano foram A Fratura / La Fracture, de Caterine Corsini e Benedetta, do polêmico Paul Verhoeven, ambos estavam competindo por uma Palma de Ouro em Cannes. Ao todo, o Panorama Internacional exibiu 21 filmes, todos ainda inéditos no Brasil.

Melhor Roteiro: André Antônio, por VÊNUS DE NYKE

A Mostra Competitiva Brasil exibiu nosso selecionado para disputar uma vaga no Oscar 2022, Deserto Particular, de Aly Muritiba e outros 6 títulos: Madalena (Madiano Marcheti), Até o Fim (Glenda Nicácio e Ary Rosa), Deus tem AIDS (Fábio Leal e Gustavo Vinagre), Maquina do Desejo, Vênus da Nyke (André Antônio) – quem viu, viu, quem não viu, vai enfrentar uma grande dificuldade de achar esses filmes no futuro, infelizmente, não sei por quê raios, mas os filmes da competitiva no festival parecem desaparecer do mapa depois da exibição.


O campo teatral selecionou cinco projetos inéditos – dos 61 inscritos - por meio de edital realizado em parceria com o Centro Cultural da Diversidade e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, as apresentações ocorreram de forma presencial no Teatro Paulo Eiró, e posterior exibição na plataforma digital. As obras selecionadas foram: Ele (Oliver Olívia), O que resta (Edson Thiago Rossi), Sobrevida (Angela Spiazzi), Venganza: Pega Homem? (Danna Lisboa) e O Silêncio Anuncia o Grito ou VOZ BIXA (Marco Antonio Oliveira). O campo musical foi marcado por apresentações de Ellen Oléria, Raquel e Mix Music Novos Talentos.


O Mix Literário comemorou sua 4ª edição esse ano, com o tradicional Sarau Literário. Comemorou-se também o fato de que 2021 foi o ano em que mais se publicou livros escritos por pessoas LGBTQIA+ no Brasil. Da poesia e ficção aos relatos históricos, memorialistas e autobiográficos.

Melhor Interpretação: Raphaella Rosa, por COMO RESPIRAR FORA D’ÁGUA

Por fim, mas, não menos importante, o MixLab Spcine, promove anualmente um encontro entre profissionais envolvidos com realização, produção, curadoria, distribuição e diversos outros setores do mercado audiovisual, visando promover o intercâmbio de experiências e relações profissionais através de apresentações, palestras, workshops e debates.


Se você não conhecia o Mix, lhe proponho já anotar na sua agenda de 2022 e ficar por dentro de tudo o que acontece, assistir aos filmes selecionados, ir ao teatro, conhecer um autor novo e se abrir de vez para a diversidade, dar um ponto final em qualquer preconceito que exista,


Confira a lista completa dos vencedores:


CINEMA


Coelho de Ouro – Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil

· Melhor Curta-Metragem Brasileiro: MANAUS HOT CITY, de Rafael Ramos

· Melhor Longa-Metragem Brasileiro: DESERTO PARTICULAR, de Aly Muritiba


INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.


Coelho de Prata – Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para Curtas-metragens

· Melhor Direção: Victoria Negreiros e Júlia Fávero, por COMO RESPIRAR FORA D’ÁGUA

· Melhor Roteiro: Rodrigo Almeida, por O NASCIMENTO DE HELENA

· Melhor Interpretação: Raphaella Rosa, por COMO RESPIRAR FORA D’ÁGUA

· Menção Honrosa: FLOR DE MURURÉ, de Marcos Corrêa e Priscila Duque


Coelho de Prata – Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para Longas e Médias-metragens

· Melhor Direção: Madiano Marcheti, por MADALENA

· Melhor Roteiro: André Antônio, por VÊNUS DE NYKE

· Melhor Interpretação: Pedro Fasanaro, por DESERTO PARTICULAR

· Menção Honrosa: ATÉ O FIM, de Glenda Nicácio e Ary Rosa


Coelho de Prata – Prêmio do Público

· Melhor Curta-Metragem Nacional: DOIS GAROTOS QUE SE AFASTARAM DEMAIS DO SOL, de Lucélia Sergio e Cibele Appes

· Melhor Curta-Metragem Internacional: NA NATUREZA, de Marcel Barelli (Suíça)

· Melhor Longa-Metragem Nacional: MÁQUINA DO DESEJO, de Joaquim Castro e Lucas Weglinski

· Melhor Longa-Metragem Internacional: BENEDETTA, de Paul Verhoeven (França, Holanda)

· Prêmio Canal Brasil de Curtas: O AMIGO DO MEU TIO, de Renato Turnes

· Prêmio SescTV: UMA CARTA PARA O MEU PAI, de Aline Belfort

· Bolsa Ateliê Bucareste: Giuliana Lanzoni, pela fotografia de COMO RESPIRAR FORA D’ÁGUA

· Prêmio CineMix Periférico: COMO RECUPERAR O FÔLEGO GRITANDO, de Diego Nascimento e Murilo Gaulês


DRAMÁTICA (Teatro)


• Coelho de Ouro – Prêmio Dramática – Júri: ELE, de Oliver Olívia

· Menções Honrosas: O QUE RESTA, de Thiago Vilanova e O SILÊNCIO ANUNCIA O GRITO OU VOZ BIXA, de Marco Antonio Oliveira

· Coelho de Prata – Prêmio Dramática – Público: O SILÊNCIO ANUNCIA O GRITO OU VOZ BIXA, de Marco Antonio Oliveira

MIX LITERÁRIO

· Prêmio Mix Literário: MONSTRANS, de Lino Arruda

· Menção Honrosa: NECA + 20 POEMETOS TRAVESSOS, de Amara Moira

· Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura: ÚLTIMO DIA DO AMOR, de Brunow Camman

PRÊMIOS ESPECIAIS

· Prêmio Ícone Mix: Ney Matogrosso

· Prêmio Suzy Capó: Glenda Nicácio, codiretora do longa ATÉ O FIM, e o elenco do filme – Wal Diaz, Arlete Dias, Maíra Azevedo e Jenny Muller

· Prêmio Show do Gongo: BARBARA BEAUTY, de DaCota Monteiro

· Prêmio Ida Feldman: Jurandy Valença

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