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Estudantes de Carnaubal – CE levam dois prêmios no 1º PIEC:

Dobradinha: Simples, sustentável e viável, projeto científico de estudantes do ensino fundamental vence em duas categorias de prêmio científico.

Antônio Rafael, Antônio Robson e Kaic Gomes, orientados pela professora Gilvânia Medeiros Sampaio

por Antônio Pedro, redação Dossiê etc

O Prêmio de Incentivo ao Empreendedorismo Científico (PIEC / Instagram | Facebook ) premiou, em duas categorias, um projeto vindo da Escola Municipal Cosme Rodrigues de Sousa. Simples e inovador, o projeto dos "Canudinhos BioSustentáveis" caiu como uma luva nas categorias: Futuro Brilhante e Nova Realidade da premiação, fazendo com que o grupo ficasse, também, com o 1º lugar na classificação geral do prêmio.


Antônio Rafael, Antônio Robson e Kaic Gomes, orientados pela professora Gilvânia Medeiros Sampaio observaram na cultura de cana de açúcar um rejeito largamente desprezado. Enquanto a Cana-de-Açúcar é uma commodity muito valorizada por seus usos comuns, como na produção do etanol, usado como combustível veicular e o açúcar, presente no dia a dia da maioria das famílias, a flor da cana não tem lá grande utilidade, até agora.

Canudinhos sustentáveis apresentados pelos estudantes da Escola Municipal Cosme Rodrigues de Sousa, ao 1º Prêmio de Incentivo ao Empreendedorismo Científico.

Usando o subproduto da produção agrícola de cana-de-açúcar, os estudantes perceberam que poderiam produzir "canudinhos biosustentáveis", capazes de substituir o uso de canudinhos de plástico, grandes vilões do meio ambiente.


À primeira vista o projeto desses estudantes parece simples demais para ser premiado, principalmente se comparado a outros vencedores, como a complexa película de plástico biodegradável, projeto vencedor da categoria Consciência Circular, mas basta um breve olhar sobre eventuais concorrentes do mercado de canudinhos, que a inovação logo salta aos olhos.

O plástico de uso único é um vilão inconteste, já é um consenso científico, ambiental e social que o desprendimento de energia empregado na produção de um material de baixíssimo valor agregado que será usado apenas uma vez, que não se degrada na natureza, um material que usado apenas uma única vez, permanecerá, ao que tudo indica, para sempre na natureza. Para solucionar esse problema, a primeira opção adotada foi a explosiva distribuição de canudinhos de aço inoxidável, com cerdas de plástico para higienização, no caso de um eventual segundo uso, porém, além da altíssima pegada de carbono da produção de qualquer material metálico, o produto também é praticamente não degradável, exatamente por conta da sua principal característica que o impede de oxidar, que o impede de se decompor e reintegrar a natureza. Os canudinhos de flor de cana se decompõem em apenas 5 meses após seu descarte, ou menos, a depender do processo de compostagem.


Outras opções que surgiram no mercado são os canudinhos de papel, que se decompõem em um prazo aceitável, embora estejam tendo o seu tempo de decomposição questionado, já que alguns modelos recebem um tratamento de impermeabilidade com a desculpa de preservar o sabor da bebida, uma prática que prejudica a decomposição do produto; já nos canudinhos de macarrão, há o uso de matérias primas alimentícias nobres, como farinhas para o consumo alimentar humano, uma matéria prima da qual o Brasil sequer é autossustentável para fins alimentares


O Canudinho do projeto campeão é mais sustentável que seus concorrentes com uma pegada de carbono praticamente nula, sua produção passa apenas pelo processo de corte e higienização. Além disso, a produção desses canudinhos, não depende de área de produção dedicada, sendo um subproduto da cana-de-açúcar. Logo, enquanto houver demanda por álcool, garapa e açúcar, haverá matéria prima abundante e acessível para a produção desses canudinhos.


Na categoria Nova Realidade a abundância e baixo custo da matéria prima e a simplicidade do produto final o torna economicamente viável e pronto para ganhar o mercado. Já a vitória na categoria Futuro Brilhante se deu pelas ótimas notas nos critérios Impacto Produtivo, Circularidade Econômica e Impacto x Necessidade, mostrando que o produto atende às melhores práticas de produtividade sustentável, tudo o que se espera de produtos existentes em um futuro melhor.


O que é o PIEC?

Idealizado pelo cientista e empresário Gabriel Estevam Domingos, desenvolvido e realizado pela consultoria de projetos benV 360, o primeiro O Prêmio de Incentivo ao Empreendedorismo Científico (PIEC / Instagram | Facebook ) foi feito para reconhecer e incentivar a educação através da prática científica dentro do ensino básico (ensinos fundamental, médio e técnico).


Inclusivo, o prêmio com inscrições gratuitas, aceitou projetos de estudantes de 07 a 18 anos, de escolas públicas e particulares, da 1ª série do ensino fundamental até o 2º ano do ensino médio e de cursos técnicos.


Patrocinado pela Ambipar Group e pela Wise Plásticos, o 1º PIEC distribuiu mais de R$ 60 mil reais em prêmios, entre prêmios em espécie, troféus, homenagens e um laboratório escolar com mais de 400 itens, que atenderão a aproximadamente mil estudantes do colégio estadual Jd. Porto Alegre de Toledo-PR, eleita a “Instituição Pública de Ensino do Ano”.


O comitê organizador do PIEC ainda não tem previsão de lançamento, mas já negocia com patrocinadores a realização da 2ª edição do prêmio e espera em breve poder divulgar a abertura das inscrições.


O 1º PIEC avaliou os 104 projetos inscritos em 8 critérios: 1 – Aplicabilidade / 2 - Sustentabilidade /3 - Impacto produtivo / 4 – Impacto x Necessidade / 5 – Circularidade Econômica / 6 – Originalidade / 7 – Viabilidade econômica / 8 – Durabilidade.


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