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Critica: O Esquadrão Suicida (James Gunn, 2021)

James Gunn transforma o Esquadrão, que fica melhor que o anterior, mas ainda assim fraco como um todo.

O Esquadrão Suicida (James Gunn, 2021) | Em cena: Alerquina (Margot Robbie)

O polêmico Esquadrão Suicida, quem acompanhou a trajetória do primeiro, sabe que o filme foi cercado de expectativas, demorou muito pra ficar pronto, contou com um Jared Leto insano, que incorporou o personagem (Coringa) fora das telas e dentro dela. Todo mundo já sabe qual foi o resultado, a critica massacrou o filme , mas a bilheteria foi expressiva, sem mencionar um Oscar de melhor maquiagem, assim a Warner acreditou no potencial dos Suicidas e lhes deu uma segunda chance. "Tá meio diferente..."

O retorno do Esquadrão apresenta algumas mudanças. Passa a contar com a direção de James Gunn (de Guardiões da Galáxia) e sofre algumas ausências no elenco, como Jared Leto — que evidentemente ficou de fora, tem quem diga que foi ele que estragou o primeiro filme — e Will Smith, que foi substituído por Idris Elba. Já o sucesso de Arlequina, garantiu que Margot Robbie voltasse assim como a premiada Viola Davis com aquela personagem, Amanda Walter, insossa e forçada.

O Esquadrão Suicida (James Gunn, 2021) | Em cena: Sanguinário (Idris Elba) e Tubarão Rei (Steve Agee)

O grande problema do filme agora é por culpa de James Gunn, que não só criou expectativa de que seria um filme que, possivelmente lembraria a forma descontraída aplicada em Guardiões da Galáxia, como também trabalhou em um fiasco de história. Na trama, o governo envia o chamada Esquadrão Suicida para uma missão, em uma ilha de Corto Maltese, lá eles se deparam com muitos inimigos enquanto se aventuram selva adentro, liderados pelo Coronel Rick Flagg (Joel Kinnaman). James Gunn deixa sua marca, o filme é todo espalhafatoso, as cenas de ação com giros 360º, personagens carregados de alivio cômico, outros inesperados, outros com poderes para lá de bizarros, humanoides, muita selvageria, mas, como mencionei acima, um fiasco de história, ou seja, Gunn preferiu impressionar visualmente do que trabalhar em um roteiro mais arrojado.


Os personagens, como já tinha ficado claro no filme anterior, não têm o menor carisma e mesmo Alerquina, que por vezes é engraçada, na grande maioria do tempo é forçada, John Cena e Idris Elba até injetam algum fôlego, mas nada grandioso e nem mesmo os personagens com poderes estranhos – atirar bolinhas, controlar ratos etc – são o suficiente, a impressão final é que Gunn tentou simular o que fez em Guardiões, mas sem sucesso, natural, já que são personagens completamente diferentes.

O Esquadrão Suicida (James Gunn, 2021) | Em cena: Caça-Ratos (Taika Waititi), Pacificador (John Cena), Sanguinário (Idris Elba) e Caça-Ratos (Daniela Melchior)