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Cinema&Sexo – Virgindade e o Amadurecimento Sexual

Cinema&Sexo é uma série especial de publicações da Dossiê etc, escrita por Cleber Eldridge, sobre a relação íntima que existe entre a sétima arte e o pecado da carne.

A começar por esse texto e ao longo das próximas semanas, essa série mostrará como o cinema tem retratado o início da vida sexual, sexo a três, nudez, orgasmos, até temas mais delicados como estupros, prostituição e ninfomania.


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A primeira vez é inesquecível, mas sexo é como vinho, melhora com o tempo...

Segundas Intenções (Roger Kumble, 1999) | Em cena: Cecile Caldwell (Selma Blair)

O primeiro beijo, seguido por aquele toque, aquela excitação que domina todo o corpo e quando você se dá conta, já foi, já aconteceu, você já teve a sua primeira vez, já era, não tem mais volta, você já perdeu a ‘sagrada’ virgindade.


O cinema sempre relatou essa fase da adolescência com louvor, entre comédias e dramas, seguimos os protagonistas na corrida por sexo, o exemplo mais popular é o saudoso American Pie – A Primeira Vez é Inesquecível (Paul Weitz, 1999) – uma comédia pastelão das mais engraçadas que existem, o filme conta a história de quatro amigos heterossexuais e virgens, eles fazem um acordo: transar com alguém antes do baile de formatura – o filme trata o assunto de forma divertida e com muito humor; Superbad (Greg Mottola, 2007) segue uma linha parecida, só que ao contrário dos meninos descolados – ainda que atrapalhados –de American Pie, a turma de nerds tem poucos amigos e poucas chances de conseguir aquela primeira vez inesquecível.

American Pie – A Primeira Vez é Inesquecível (Paul Weitz, 1999) | Em cena: Noah Levensteiin (Eugene Levy) e Jim Levenstein (Jason Biggs)
As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky, 2012) | Charlie (Logan Lerman), Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson)

Indo para a linha de virgens incompreendidos e confusos, As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky, 2012) vai por uma linha narrativa que segue Charlie (Logan Lerman), que acaba de chegar em uma nova escola e logo faz amizade com Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller), não demora muito para que o recém-chegado se apaixone por ambos e fique confuso, tanto em decidir de quem gosta, como de com quem se relacionar.


As Virgens Suicidas (Sofia Coppola, 1999) é talvez um dos filmes mais pesados sobre o assunto, o filme se passa em Michigan, nos Estados Unidos, uma cidade pequena e pacata, lá um professor de matemática, sua esposa e as cinco filhas, passam os dias como qualquer outra família, exceto pelo fato de que as cinco filhas são cobiçadas o tempo todo pelos garotos da cidade, é uma história trágica, sinal de que a primeira vez para alguns pode não ser tão boa e pode ser também, a última.

Segundas Intenções (Roger Kumble, 1999) | Em cena: Cecile Caldwell (Selma Blair) e Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar)

O cinema também entende que perder a virginda não é tão simples quanto ir ao baile de formatura. O Virgem de 40 Anos (Judd Apatow, 2005) é um relato muito peculiar, Andy (Steve Carell) acaba de completar 40 anos de idade. Ele é financeiramente independente e tem uma vida boa, com a exceção de que ele ainda é virgem – pois é, perder a virgindade não é uma coisa simples, pode ser um problema pra muitos por uma série de fatores, como a timidez, falta de oportunidade e em alguns casos, algumas pessoas nem tem tanta pressa ou vontade, tudo é muito relativo, já para outros, a virgindade é um jogo e é apenas questão de tempo perde-la, essa é a trama de Segundas Intenções (Roger Kumble, 1999) filme que tem um teor sexual tão grande, mas que é capaz de deixar o espectador molhado.

O Virgem de 40 Anos (Judd Apatow, 2005) | Em cena: Andy (Steve Carell)
A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967) | Em cena: Benjamin (Dustin Hoffman) e Sra. Robinson (Anne Bancroft)

O cinema é uma arte e o sexo também, deixei o filme pioneiro sobre o assunto por último, A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967) foi o primeiro filme a tratar do assunto e escandalizou sua época. Na trama Benjamin (Dustin Hoffman) acaba de se formar na faculdade, nas férias ele acaba sendo seduzido pela Sra. Robinson (Anne Bancroft), uma atraente mulher de meia idade. O romance se estende por todo o verão, até que Ben se apaixona pela filha dela, Elaine Robinson (Katharine Ross), é um clássico, estrelado por Dustin Hoffman, filme que colocou o ator nos holofotes e ainda rendeu um Oscar de melhor direção para Mike Nichols e caso você nunca tenha ouvido falar, com toda certeza você já viu deveria assistir, nem que seja.


TRANSEI ... E AGORA?

O amadurecimento chega pra todos, mais cedo ou mais tarde, depois daquela fase da primeira vez, aquela fase em que só pensamos em transar feito loucos, todos dias, o fogo acaba abaixando, logo a gente prefere a qualidade do que a quantidade e claro, o cinema relatou isso perfeitamente – dois exemplos maravilhosos são Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche, 2013), vencedor da Palma de Ouro, o filme segue Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma adolescente que enfrenta os desafios diários da vida até conhecer uma garota de cabelos azuis que vai mudar tudo. Ela embarca em uma viagem de sexo e amadurecimento – uma obra-prima que mostra o amadurecimento pessoal e sexual com maestria.

Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche, 2013) | Em cena: Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux)
Me Chame Pelo Seu Nome (Luca Guadagnino, 2017) | Em cena: Oliver (Armie Hammer) e Elio (Timothée Chalamet)

O outro é o igualmente maravilhoso Me Chame Pelo Seu Nome (Luca Guadagnino, 2017) que conta a história de Elio (Timothée Chalamet), um adolescente ainda imaturo, que está passando o verão na Itália com sua família, até que Oliver (Armie Hammer) aparece. Um homem mais velho que está ali para ajudar nas pesquisas do pai de Elio, mas eles acabam se envolvendo e um se vê obrigado a aprender com o outro, uma obra inigualável sobre amadurecimento.


A segurança também faz parte do amadurecimento e quando falo de segurança, falo de saber o que se quer e do que gosta e saber encarar suas escolhas, é sobre isso que Shortbus (John Cameron Mitchell, 2006) fala, o filme é feliz em relatar as descobertas sexuais não tão convencionais da terapeuta Sofia Lin (Sook-Yin Lee) e seu marido, mas em hipótese alguma assista ao filme com crianças em casa, pois ele tem algumas cenas para lá de sexuais.


Boogie Nights – Prazer Sem Limites (Paul Thomas Anderson, 1997) que conta a história de um adolescente superdotado – com pauzão, para ser mais claro – o amadurecimento dele é relâmpago, pois graças a “ferramenta” ele, ainda muito jovem, se torna a maior sensação da pulsante indústria pornô da Califórnia dos anos 70.

O diretor Addellatif Kechiche, de Azul é a Cor Mais Quente, citado acima, é bastante sexual em seu trabalho e nos brinda com trabalhos como Mektoub, My Love: Canto Uno (Abdellatif Kechiche , 2017) que conta o amadurecimento sexual de Amin (Shaïn Boumedine), um roteirista de Paris que vai passar o verão na sua cidade natal no Mediterrâneo, lá ele reencontra seus amigos de infância e conhece pessoas novas, logo ele entra numa rede sexual, depois de muitos beijos, transas e muita paixão, Amin acaba amadurecendo.

Mektoub, My Love: Canto Uno (Abdellatif Kechiche , 2017) | Em cena: Céline (Lou Luttiau) e Ophélie (Ophélie Bau)

O sexo sempre foi presente no cinema e essa foi só a primeira parte do nosso especial sobre Cinema&Sexo, ainda abordaremos muitos assuntos como estupros, prostituição, ninfomaníacos, sexo a três, nudez frontal feminina e masculina, sexo explícito, pornô, sodomia e orgasmos, o negócio aqui vai esquentar muito. Me aguarde...

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