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A implacável desidratação de Bolsonaro

Na direção oposta, pesquisas revelam vitória cada vez mais certa de Lula em 2022

Bolsonaro recicla programas sociais como o auxílio Gás e Programa Alimenta Brasil, em tentativa de conter a queda de popularidade | Foto: Valter Campanato /Agência Brasil

Como num processo de fórmula 1, o autódromo político brasileiro começa a montar sua estrutura com equipamentos, veículos, equipes, segurança e todos os aparatos que mostrarão ao público não só o desempenho das máquinas, mas também a habilidade em seguir regras e vencer a prova. Os roncos dos motores serão poderosos e, nessa breve alusão à política do país, tudo indica que o vencedor já saiu, precisando apenas da data já marcada, para levantar seu troféu.


O outrora vencedor, aqui na figura de um presidente hoje cercado de adjetivos desnecessários de traduções, conseguiu internalizar nos eleitores os mais fortes aspectos de rejeição, desaprovação e, agora mais que nunca, uma inquietação para que o país consiga sobreviver a tantos assaltos éticos e morais que jogaram a economia num patamar quase inalcançável na escala.


A preocupação está presente em todos os lares, empresas, serviços, universidades e hospitais do país, já tão assolados e fazendo esforços hercúleos para chegar à reta final nessa disputa. Não existe a intenção pública declarada que o presidente não faça parte dessa bem próxima corrida pelo poder. Ao contrário, o inconsciente popular parece revelar um interesse grande em sua presença, deixando no final a certeza de que não só perdeu, mas também desapareceu da continuidade histórica do país, ficando apenas um registro memorável do maior acidente de percurso presenciado nas últimas décadas, onde as fichas apostadas no carro vendido como mais possante foram menosprezadas e seguiram na enxurrada de corrupção que ganhou ainda mais força, bem familiar e religiosa, embora às avessas.


Numa cultura tão atacada propositalmente há séculos, aqueles que abraçaram as intenções de resgaste e valorização de um povo e suas necessidades, como ocorreu no governo Lula, foram apedrejados e rotulados para dar lugar ao que hoje se vê: um desastre recheado de irresponsabilidades e abusos que atingiu as piores proporções por motivos bastante claros, óbvios e certeiros: Governo sem segurança, base e formação, despedaçado no guard rail que lhe deu um basta.

Alckmin e Lula se encontram e posam para foto pela primeira vez, no jantar anual do Grupo Prerrogativas, após a imprensa anunciar tratativas em os dois para composição de chapa. Segundo as pesquisas, se as eleições fossem hoje, Lula teria votos suficientes para vencer no primeiro turno. | Na foto: Maria Lúcia (Lu) Alckmin, Geraldo Alckmin, Luiz Inácio Lula da Silva e Rosângela (Janja) da Silva | Foto: Ricardo Stuckert

“Daqui até lá ainda tem muita água para rolar” é frase bastante comum e também com alguma lógica durante os períodos que antecedem as eleições. Essa deve ser a primeira eleição em que com larga antecedência, há a certeza de que são exatamente essas águas que jogarão para bem longe aquele que gastou seus pneus em cavalos de pau e corridas pelo cercadinho, com a infelicidade de que seus fornecedores para a troca são amigos e compadres incapazes de produzir algo adequado que forneça aderência ao solo. Competições não só automobilísticas têm seus prediletos, mas a política brasileira já revela, de forma adiantada, quem é o favorito a sair da competição de uma vez por todas e, certamente o êxito dos eleitores será muito maior, por abater uma representatividade de injustiça social, de relações de compadrio, de incompetência diplomática, de anarquia econômica e, finalmente, remover do cenário alguém que urge por tratamento de pulsão pela morte.


Uma atuação incrédula pela negação total a qualquer aspecto que gere saúde, trabalho, dignidade e perspectivas, agindo apenas em prol de sua prole e agregados, e continuará assim até que saia, vivendo sua dupla ambição, uma pela riqueza dos seus e outra pela destruição das massas. Um protótipo que faz lembrar um antigo general brasileiro que preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo, que hoje se materializa num ser que alcança todos os aeroportos do mundo dentro do nosso avião, sem amigos a sua espera, com bagagens sem conteúdo adequado, porém já pronto ao próximo destino: A derrota, para o bem da nação.


E seguem as pesquisas.

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