whatsapp-logo-icone.png

publicidade

LISTA: 5 Séries dos anos 2000

A década que transformou a TV em algo muito maior do que um mero entretenimento.

Lost (2004-2010) | Em cena: Michael Dawson (Harold Perrineau Jr), Jin-Soo Kwon (Daniiel Dae Kim) e James Ford (Josh Holloway)

Os anos 2000 marcaram o amadurecimento da televisão estadunidense, é o aniversário de 60 anos de existência e a preparação para a chamada “Era de Ouro” da televisão. Nos anos 2000 surgiram fenômenos de audiência e o aparelho mágico se popularizou e a TV a cabo assistiu à consolidação dos grandes canais da TV fechada e prendeu muitas pessoas diante da televisão por longas semanas. O critério aqui foi o mesmo da semana passada, só considerei séries que passaram inteiramente durante os anos 2000 ou que atingiram o ápice durante essa década, por isso Breaking Bad, Mad Men e The Good Wife, por exemplo não estão na lista, sem mais delongas, bora para essas maravilhas.

5. Lost (2004-2010)

Criada por Damon Lindelof e J.J Abrams

Lost (2004-2010)

O que eu gostaria de deixar claro logo de cara é que, eu não acho Lost essa Coca-Cola toda, mas seria um absurdo deixar a série de fora, especialmente porque essa foi uma divisora de águas da televisão. O mundo de Lost gira em torno de pessoas que não se conhecem e que sobrevivem a um acidente de avião e precisam, de alguma forma, conviver em uma ilha remota.


O mundo bizarro dos anos 90 respingou e as esquisitices da série são muitas. A ilha tem ursos polares, fumaça mortal, estação de pesquisa cientifica e por aí vai. Se de imediato o roteiro nos faz achar que os passageiros não se conhecem, não demora muito para descobrirmos que muitos deles já se cruzaram antes e o destino de todos está ligado a uma sequência de seis números 4,8,15,16, 24 e 42, esses números são apenas uma das muitas perguntas que a série não respondeu ao seu término.

Os roteiristas desde o início insistiam que sabiam todas as respostas dos inúmeros mistérios que a série levantou e continuava a levantar a cada temporada, a teoria mais comum foi que todos os personagens-passageiros tinham todos morridos e que a ilha era um tipo de limbo. O episódio final só solucionou metade dos mistérios, confirmou que os roteiristas não faziam ideia do que tinham nas mãos, especialmente porque mostrou todos os personagens reunidos fora da ilha, uma confusão no melhor estilo “não é, mas é sim”, independentemente disso, Lost foi de uma importância gigantesca para a TV nos anos 2.000 e é por isso que cá está, na lista.


Onde assistir: Globo Play


4. A Sete Palmos / Six Feet Under (A Sete Palmos, 2001-2005)

Criado por Alan Ball

A Sete Palmos / Six Feet Under (A Sete Palmos, 2001-2005)

Os canais de televisão se digladiavam no início dos anos 2000, os canais a cabo faziam absolutamente tudo o que os canais abertos não podiam, especialmente tratar de conteúdo adulto – e não estamos falando de pornô – logo depois de ganhar o Oscar melhor roteiro original por Beleza Americana (1999) Alan Ball criou Six Feet Under, uma série que lidava com tudo, mas um tema era mais evidente e especial: a morte. Impensável para a TV aberta. O patriarca da família, Nathaniel Fisher (Richard Jenkins) morre repentinamente em um acidente de carro, é então que seus herdeiros, Nate (Peter Krause) e David (Michael C. Hall), assumem o negócio da família, uma funerária.


Ainda em choque a família reage de diferentes formas: A caçula Claire (Lauren Ambrose), que naturalmente é uma adolescente em uma fase complicada, está prestes a ir para a faculdade de artes e sua mãe Ruth (Frances Conroy), resolveu que agora não quer nada mais que diversão. Enquanto David luta contra si mesmo para assumir sua sexualidade, Nate é engolido por um relacionamento com a excêntrica Keith Charles (Mathew St. Patrick), que ele conheceu quando voltava para casa para o enterro de seu pai.

Os episódios, todos eles, abriam com a morte de algum personagem, essa morte sempre levava o corpo para a funerária dos Fisher, a cada episódio uma mistura de longos e recorrentes dramas, com eventos surpreendentes e chocantes que envolviam os protagonistas e os muitos coadjuvantes.


Onde assistir: HBO Max


3. Entourage (2004-2011)

Criado por Doug Ellin

Entourage (2004-2011)

O que você faria se o seu melhor amigo ficasse famoso, se ele estrelasse um filme com uma bilheteria esmagadora? Pois essa é a história de Entourage, um estudo de cinco jovens traçando seus caminhos por uma Hollywood glamurosa. A série foi criada por Doug Ellin, que colocou nas telinhas suas experiências como melhor amigo do ator Mark Wahlberg.

O astro é Vincent “Vinny” Chase (Adrian Grenier) que saiu do Queens para estrelar um filme que lhe proporcionou sucesso. Então ele, seu irmão e seus dois melhores amigos se mudam para Hollywood e tudo muda.

O sucesso da série da série é muito por conta de Ari Gold (Jeremy Piven) o empresário histérico do Vincent, um empresário leal, mas que está sempre mais preocupado com o lado financeiro do ator, a intepretação de Jeremy Piven lhe rendeu 3 Emmys de melhor ator coadjuvante seguidos.


Onde assistir: HBO Max


2. Família Soprano / The Sopranos (1999-2007)

Criada por David Chase

Família Soprano / The Sopranos (1999-2007)

O que um mafioso compartilharia com sua terapeuta sem se incriminar? Sim, um mafioso na terapia, esse é um dos muitos diferenciais da série para os incontáveis filmes sobre máfia. Tony Soprano (James Gandolfini) é o líder da máfia da cidade de Nova Jersey. Na terapia ele precisa “colocar pra fora” a pressão de gerenciar os negócios (sem se incriminar), precisa desenvolver o relacionamento para lá de complicado com sua esposa, com seus filhos e com sua mãe, que já mandou matar o próprio filho, mas não deu certo...

A Família Soprano – como é conhecida aqui – foi a primeira série de um canal fechado a ser premiada com o Emmy de melhor série drama. A HBO sempre foi muito exigente na hora de aprovar suas séries, alguns episódios são claramente inspirados em filmes europeus, assistimos os personagens desmoronar lentamente e um segundo depois, eles crescerem feito gigantes. Estamos todos envolvidos nas atividades do mafioso esquentado, que pode parecer um pai de família cuidadoso, mas que na verdade é um assassino frio.


Onde assistir: HBO Max


1. Justiça Sem Limites / Boston Legal (2004-2008)

Criada por David E. Kelley

Justiça Sem Limites / Boston Legal (2004-2008)

Spin-off (derivado) de The Practice era desenvolvido de forma mais irreverente, divertida, cômica e pós-moderna, um estilo único que nenhuma outra série conseguiu ou viria conseguir no futuro. Alan Shore (James Spader) e Denny Cranen (Willia Shatner) formaram uma das melhores duplas de dramas jurídicos que existiram.

Os sete últimos episódios da série The Practice, serviram como piloto da série, com Alan Shore (James Spader) indo trabalhar para o brilhante — por vezes errático — advogado Denny Crane (William Shatner), na firma Crane, Pool & Schimidt, esse último nome pertencente a uma das sócias Shirley Schmidt (Candice Bergen), o sócio administrativo Paul Lewinston (Rene Auberjonois) e Brad Chase (Mark Valley) completam o time da empresa da advocacia que é uma farra só, no sentido cômico.

A série narrava os clientes com problemas estranhos procurando os advogados na firma, com um ritmo solto e rápido, às vezes caía na metalinguagem, com os personagens cientes de que estavam em uma série de televisão, esses momentos garantiram momentos para lá de engraçados.


Onde assistir: PrimeVídeo

publicidade

Para conhecer nosso posicionamento editorial, clique aqui.

Para conhecer nossas formas de expressão, clique aqui.

Para assinar e contribuir com o nosso conteúdo, clique aqui.